
Mariana Costa nasceu em 1978, no Porto.
Fez licenciatura em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de
Belas Artes da Universidade do Porto.
Expõe, desde 2001, em diversas exposições colectivas e
individuais.
Vive e trabalha no Porto.
Nesta exposição, que termina no dia 8 de Julho, será apresentada
uma instalação, feita nos seguintes materiais: madeira, vidro,
lampadas e vinho.
Escreve a artista sobre a exposição: “Reuni recentemente numa
exposição, um conjunto de desenhos sob o título de Crónikas. O
“k” da palavra crónikas, assim expliquei, distingue-a
graficamente das crónicas _que são do meio literário. No entanto,
num sentido, aproximam-se, citando: No sumário de uma revista a
crónica representa, a parte do efémero, a futilidade, opõe-se
aos artigos de fundo, carece de peso e encosta-se à margem, já
que não pertence ao mundo do sério. Por definição, o tema da
crónica participa deste rótulo: sua inspiração é o acontecimento
quotidiano.*
Assim, para a sala da galeria plumba, construí uma crónika a 3
dimensões. Difterias, insolações e outros esquentamentos _exasperações
para pegar ou largar, é uma crónika 3d e tem a colaboração -
haikai da Cecília Giannetti.
Um espaço fontano, vai estar construído, no espaço da galeria, e
vai permanecer até ao final e sem quaisquer previsões de futura
reconstrução. No entanto, para quem não vai a tempo, para quem
não puder se deslocar até à galeria, para quem os ingredientes
da fonte de receita lhe poderem ser de mui rápida in-sus-ten-ta-bi-li-da-de,
etc, pode tratar de difterias, de insolações e de outros
esquentamentos, de outro modo.”
(*Patrick Besnier no prefácio de Siloquios, superloquios,
solilóquios e interloquios de ‘patafísica, alfred jarry, Pepitas
de calabaza ed., 2003)